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Para ambientalistas, queda é consequência do desmonte de órgãos do MMA

Crédito: Marcos Corrêa/PR/Wikimedia Commons/via CC BY 2.0

Bolsonaro promove “apagão” em multas do Ibama e em fiscalização do ICMBio

Durante os primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro, o número de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) foi o mais baixo em onze anos. As multas por desmatamento na Amazônia, por exemplo, caíram 34%. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por sua vez, não realizou nenhuma operação de fiscalização ambiental no mês de abril.

Segundo o Observatório do Clima, a queda se explica em parte pela falta de comando nas instituições. No começo do ano, o ministro do Meio Ambiente, demitiu 21 superintendentes estaduais do Ibama que até agora não foram substituídos. No ICMBio, o presidente Adalberto Eberhardt foi demitido após funcionários do Parque Nacional Lagoa do Peixe serem ameaçados por Salles.

Na quarta-feira (22), o subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União solicitou abertura de inquérito para investigar “a ineficiência da fiscalização” pelos órgãos públicos ambientais. O pedido, baseado em um documento assinado por ONGs ambientais, aponta para uma série de iniciativas do governo que “querem destruir a política ambiental”.

Fontes
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