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Presidente diz que dados são falsos e prejudicam imagem do Brasil

Crédito: Carolina Antunes/PR/via CC BY 2.0

Bolsonaro ataca INPE

Após o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) publicar novos dados mostrando que desmatamento cresceu 68% na Amazônia durante a primeira metade de julho quando comparado ao mesmo período em 2018, Jair Bolsonaro começou a fazer uma série de ataques contra o diretor do INPE, Ricardo Galvão. O presidente disse que os números apresentados pelo instituto não eram verdadeiros e prejudicam a reputaçao do Brasil no cenário internacional. “É lógico que eu vou conversar com o presidente do INPE. [São] Matérias repetidas que apenas ajudam a fazer com que o nome do Brasil seja mal visto lá fora”, afirmou para jornalistas. Ele também sugeriu que Galvão poderia estar à serviço de alguma ONG.

Associações científicas nacionais e internacionais saíram em defesa do trabalho do INPE no monitoramento do desmatamento na Amazônia, garantindo que a metodologia do instituto é robusta e uma referência internacional no monitoramento por satélite em todo o mundo.

O diretor do INPE respondeu às críticas do presidente em entrevistas na imprensa. Ele relatou que o instituto começou a sofrer ataques em janeiro, mas vinham principalmente do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “A única coisa que o INPE faz é colher dados, nada mais, mas havia insatisfação sobre isso. Isso estava concentrado no MMA e eu não esperava que subisse à presidência da república, mas aparentemente subiu, não sei exatamente pelo esforço de quem”, disse.

“Pode haver consequências para mim, ser demitido. Mas para o instituto não pode haver. Primeiro porque o orçamento já está estabelecido para este ano; estamos preparando o orçamento para o ano que vem. E a situação ficou tão clara, foi tão incrível a quantidade de apoio, até do exterior, que fica impossível para o governo, na minha opinião, fazer algum tipo de retaliação, o que seria ainda mais contundente contra o governo”, afirmou Galvão.

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