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Ricardo Galvão já havia sido atacado publicamente em outras ocasiões por Bolsonaro em um tentativa de desqualificar o trabalho do Inpe

Crédito: Ricardo Galvão/Arquivo Pessoal/via G1

Diretor do INPE é exonerado

Em uma conferência de imprensa, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Ricardo Salles anunciaram um novo sistema para monitorar o desmatamento na Amazônia, afirmando que os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de junho e julho estavam incorretos. Salles disse que os anúncios de dados de queimadas devem ser feitos com mais responsabilidade e que o governo iria abrir um edital para contratar um sistema de monitoramento de maior resolução. Bolsonaro voltou a atacar o INPE e disse que os números haviam sido manipulados para prejudicar a imagem do Brasil. Ele lamentou o fato do do diretor do instituto ter um mandato e disse que alguém responsável por passar adiante informação dúvida deveria ser responsabilizado. “Se há uma quebra de confiança, no meu ponto de vista, é para pena capital”.

No mesmo dia, o INPE respondeu com uma nota pública dizendo que o instituto trabalha seguindo “princípios de excelência, transparência e honestidade científica” e reafirmou sua confiança na qualidade da informação gerada pelo DETER, o sistema de monitoramento de desmatamento usado pelo instituto. “Os alertas são produzidos usando uma metodologia amplamente publicizada e que tem sido consistentemente aplicada desde 2004. É largamente conhecido que ela contribuiu para reduzir o desmatamento da região amazônica, quando utilizada em conjunto com ações de inspeção”.

No dia após a coletiva de imprensa com as ameaças de Bolsonaro, o ministro de Ciência e Tecnologia, que controla o INPE, decidiu exonerar Ricardo Galvão, o diretor do instituto, na função desde 2016 e que deveria permanecer no posto até 2020.

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