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Fogo no município de Novo Progresso (PA) em agosto.

Crédito: Lucas Landau/Greenpeace

Dia do Fogo é organizado por proprietários rurais

No dia 5 de agosto, um jornal local da cidade de Novo Progresso, no sudeste paraense, revelou um movimento entres fazendeiros e grileiros da região para promover o “Dia do Fogo” em 10 de agosto. De acordo com a publicação, os fazendeiros se sentiram encorajados pelas palavras de Jair Bolsonaro e declararam anonimamente que as queimadas coordenadas serviriam como um demonstração ao presidente de que estão dispostos a trabalhar.

 

Investigações posteriores revelaram que ao menos 250 fazendeiros organizaram a mobilização pelo WhatsApp.

 

O Ministério Público tomou conhecimento das intenções do movimento e solicitou ao Ibama, no dia 8 de agosto, uma presença maciça de inspetores em áreas protegidas da região. O Ibama, no entanto, respondeu à solicitação apenas no dia 12 de agosto, dois dias após o início dos fogos. O Ibama justificou a demora dizendo que ela foi ocasionada por “uma série de ataques sofridos por agentes do Ibama e pela falta de apoio da Polícia Militar do Pará (…) Nossas operações estão suspensas por conta de riscos concretos à segurança das nossas equipes de campo”.

 

Por muitos anos, o Ibama manteve uma base em Novo Progresso durante a temporada de incêndios. No entanto, em 2019 a operação foi cancelada devido à ausência da polícia e de militares.

O monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na região detectou uma explosão de incêndios precisamente no dia 10 de agosto, o Dia do Fogo. Focos cresceram 300% nos dias seguintes ao anúncio. Em Altamira, nas cercanias da rodovia BR-163, houve um aumento de 743% nos registros de incêndio após o dia 10 de agosto.

Fontes
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