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Órgãos e servidores do MMA foram afetados

Crédito: Lula Marques/Fotos Públicas

Abril é marcado por demissões, perseguição política e retaliações no Ministério do Meio Ambiente

Ao longo do mês de abril, estruturas de governança e fiscalização ambiental sofreram com o aprofundamento do desmonte promovido pelo governo Bolsonaro, que também intensificou a militarização no combate ao desmatamento.

Em 10 de abril, o analista do Ministério do Meio Ambiente, André Sócrates de Almeida Teixeira, foi demitido por Ricardo Salles. Segundo fontes internas do Ibama, a demissão foi uma retaliação por Teixeira se opor a exclusão das regras que impedem a exportação de madeira ilegal.

Quatro dias depois, o Diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro de Recursos Renováveis (Ibama), Olivaldi Azevedo, foi exonerado após veiculação de reportagem no Fantástico, da Rede Globo, que acompanhou operações de fiscalização ambiental, combate ao garimpo ilegal e prevenção ao Covid-19 em Terras Indígenas no Pará. Novamente, a suspeita é de retaliação.

No dia 18, o vice-presidente Mourão transferiu o Conselho da Amazônia para seu gabinete e ceifou a participação de agentes do Ibama e da Funai (Fundação Nacional do Índio). Com isso, o Conselho, responsável por combater desmatamento na Amazônia Legal, passou a ter apenas militares em sua composição. “É o esperado num governo cuja narrativa desde o início vem estimulando desmatamento e grilagem”, disse a ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, ao Globo.

Ao fim do mês, em 30 de abril, Renê Oliveira e Hugo Loss, dois dos principais responsáveis no Ibama por operações de combate ao garimpo e extração ilegal de madeira na Amazônia, foram exonerados. Ambos tinham participado das operações retratadas pelo Fantástico. Segundo rumores quando da demissão de Olivaldi, Loss e Oliveira eram considerados os próximos a serem demitidos.

Fontes
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