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Cacique Raoni Metuktire é reconhecido mundialmente pela defesa da população indígena

Geraldo Magela/Agência Senado/via CC BY 2.0

4 set 20

Covid-19: Cacique Raoni recebe alta hospitalar; anciãos indígenas seguem sob risco

Uma semana após confirmar o diagnóstico para Covid-19, o cacique Raoni Metuktire, de 90 anos, líder do povo Kayapó, recebeu alta médica do hospital em que estava internado no Mato Grosso. Além da Covid-19, o cacique apresentava problemas pulmonares.

 

Raoni é reconhecido internacionalmente pela luta em defesa dos povos indígenas; sua alta foi uma boa notícia já que anciãos indígenas têm sofrido desproporcionalmente os impactos da Covid-19, segundo relata a BBC. A reportagem mostra que a pandemia ameaça destruir, além de vidas, culturas inteiras de alguns povos concentradas em seus anciãos, o que é considerado por representantes indígenas um “verdadeiro extermínio de etnias”. Só na região do Xingu, no Pará, a Covid-19 causou a morte de anciãos e caciques como Aritana Yawalapiti, Juca Kamayurá, Jamiko Nafukuá e Mamy Kalapalo. Entre o povo Kokama, no Amazonas, aos menos 37 indígenas, a maioria idosos, já morreram em decorrência do coronavírus. Em Roraima, morreu a anciã Macuxi Bernaldina José Pedro, da TI Raposa Serra do Sol.

 

Segundo a Apib - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, que moveu ação contra o governo no STF por omissão no atendimento aos indígenas durante a pandemia, as populações indígenas apresentam taxa de letalidade pelo vírus de 9,6%, enquanto a média da população em geral é de 4%, de acordo com o Ministério da Saúde.

Fontes
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