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Já é o segundo pico de alertas durante o governo Bolsonaro em um mês de setembro.

Credit: Christian Braga/Greenpeace

9 out 20

Número de alertas de desmatamento na Amazônia Legal atinge novo pico em setembro

Segundo dados do Instituto de Estudos Espaciais (Inpe), os dois maiores picos de alertas de desmatamento na Amazônia Legal no mês de setembro ocorreram durante o governo de Jair Bolsonaro: o primeiro, em 2019, com alertas em uma área de 1.454 km², e, agora, em 2020, de 964 km². Os dados são comparativos a 2015, ano em que o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe começou a emitir os alertas. Conforme noticiado pelo El País, até 2018, a média mensal de alertas de do sistema Dete/Inper era de 576 km². A partir de 2019, subiu para 1.189 km².

Como resposta à alta do desmatamento na região amazônia em 2020, o governo, por meio do Ministério da Defesa, implementou em maio Operação Verde Brasil 2, de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), sob comando do vice-presidente Hamilton Mourão, “para combater e reprimir delitos ambientais” na Amazônia Legal. Os números do desmatamento continuaram crescendo mesmo com a alocação de um orçamento R$ 418,6 milhões para os seis meses de atuação da Verde Brasil 2, que deve se encerrar em novembro.

Em 5 de outubro, a revista piauí denunciou o uso de orçamento da Operação Verde Brasil 2 para a reforma de quartéis e unidades das Forças Armadas dentro e fora da Amazônia Legal. Um deles foi o 47º Batalhão de Infantaria, que deslocou militares de Coxim (MS) para atuar na operação na cidade de Juara (MT). Segundo a publicação, o orçamento da Verde Brasil 2 “já bancou a reforma dos telhados, a pintura das paredes e troca de revestimentos, pisos, portas e esquadrias” do 47º Batalhão. Só de portas e esquadrias, foram 545 mil reais. Outro exemplo é o 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cuiabá (MT), cujas despesas de reformas feitas no quartel passaram de 1,2 milhão de reais.

Fontes
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