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Medida, motivada por preocupações sociais e ambientais, poderá prejudicar lucros

Crédito: Marcos Corrêa/PR/via Fotos públicas

15 dez 20

Acionistas querem derrubar decisão do Ibama que aumenta vazão de Belo Monte

Acionistas da Usina Hidrelétrica de Belo Monte tentam apoio do governo federal para reverter a decisão do Ibama que obriga a Norte Energia, concessionária responsável pelo empreendimento, a liberar um maior volume de água de seu reservatório para o trecho conhecido como Volta Grande do Xingu, no Pará. Válida, por ora, até o final de 2020, a decisão visa mitigar os impactos ambientais e sobre as populações ribeirinhas causadas pela hidrelétrica na região, assolada por uma seca histórica esse ano. Segundo a agência Reuters, os sócios – que temem que a medida seja estendida para 2021 – já se reuniram com o Ministério de Minas e Energia e há uma expectativa de que o governo contribua nas negociações dada a participação da estatal Eletrobrás no projeto.

Enquanto os empresários alegam que a decisão pode comprometer gravemente a geração de energia da hidrelétrica, a Norte Energia teve seu pedido de revogação do novo hidrograma negado pela Justiça Federal, sob a justificativa de que o Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental de Belo Monte, apontou “piora nas condições ambientais da área” em função da vazão reduzida, o que “leva à possibilidade de alteração das condicionantes constantes da licença de operação”.

O aumento definitivo do fluxo de água liberado pela hidrelétrica ainda está em aberto. A Reuters informou, em reportagem que dá sequência ao caso, que o Ibama irá concluir a análise de estudos complementares sobre os impactos de Belo Monte entregues pela Norte Energia.

Fontes
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