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Atas produzidas são genéricas e não detalham os assuntos discutidos, diz revista

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Militares ligados a Salles são maioria em grupo que discute fusão do Ibama e ICMBio

A predominância de militares no grupo de trabalho que discute a fusão do Ibama e ICMBIO – instituído pelo Ministério do Meio Ambiente em 2 de outubro, e do qual a sociedade civil foi excluída – não é novidade, mas uma matéria da revista Época apontou que alguns dos oito encontros já realizados pelo grupo chegaram a contar com 100% de participantes militares.

Em 27 de novembro, última reunião do GT até o momento, estavam presentes apenas militares vindo da Polícia Militar de São Paulo – Luís Gustavo Biagioni, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Fernando César Lorencini, presidente do ICMBio, Luís Carlos Hiromi Nagao, diretor do Ibama e Carlos Eduardo dos Santos Monteiro, coordenador do Ibama.

Em setembro, a Associação Nacional dos Servidores de Meio Ambiente (Ascema Nacional) denunciou a militarização de cargos-chave no MMA, ao apontar em dossiê “a substituição de servidores de carreira por militares das Forças Armadas ou policiais militares (inexperientes, porém obedientes)”, o que que demonstraria “a intencionalidade do enfraquecimento da área ambiental na atual gestão”, diz o texto.

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