• Agro
  • Água & Saneamento
  • Desinformação
  • Exploração & Controle
  • Florestas & Uso do Solo
  • Geopolítica
  • Pesquisa
  • Petróleo
  • Povos Indígenas & Comunidades Tradicionais
  • Sociedade Civil
  • Violência
  • Atores

Mudanças enfraquecem proteção ambiental, aponta UFRJ

Crédito: Bruno Kelly/Greenpeace

Estudo comprova que Salles conseguiu “passar a boiada” nas regras ambientais

Em reunião ministerial de abril de 2020, Ricardo Salles, disse que o governo deveria aproveitar a pandemia para “ir passando a boiada” em questões ambientais. Quase um ano depois, um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que ele conseguiu: dos 57 atos infralegais – que não dependem de aprovação do Congresso responsáveis por enfraquecer regras de preservação ambiental assinados pelo governo Bolsonaro a partir de 2019, 49% foram promulgados após o início da pandemia, com pico em setembro de 2020. Entre as medidas, está o enfraquecimento de órgãos reguladores, a resolução que libera atividade mineradora em áreas que ainda aguardam autorização final e a reclassificação de pesticidas para categorias menos danosas. Como fonte, foram utilizadas planilhas do Ibama, ICMBio e do Inpe, além de publicações no Diário Oficial da União.

Entre março e agosto de 2020, houve uma redução de 72% em multas ambientais, mesmo com o aumento do desmatamento e das queimadas registrado no período, A queda é atribuída pelos pesquisadores aos cortes no orçamento do Ibama e ICMBio, atualmente sob ameaça de fusão. “A redução de multas ambientais, combinada com anistia para áreas desmatadas ilegalmente na Mata Atlântica, pode fazer com que os proprietários se sintam empoderados para continuar a desmatar”, diz o texto, segundo matéria do jornal Metrópole.

Fontes
Link copiado com sucesso!