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Em 2020, invasão do garimpo no território aumentou 30%

Crédito: Chico Batata/Greenpeace

11 maio 21

Garimpeiros armados atacam Terra Indígena Yanomami

Na manhã do dia 10, garimpeiros armados em sete embarcações atacaram indígenas da comunidade Palimi ú, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Um vídeo obtido por lideranças mostra o momento exato dos disparos, provocando a fuga dos moradores, sentados à margem do rio Uraricoera. De acordo com associações locais, três garimpeiros morreram e outros cinco ficaram feridos. No dia seguinte, houve um novo ataque, dessa vez contra a equipe da Polícia Federal presente na TI para investigar o caso.

Segundo a apuração detalhada do portal Amazônia Real, os garimpeiros responsáveis pelo crime são ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em áudios obtidos pela reportagem, um homem faz menção à presença da facção na TI e confirma que garimpeiros armados estavam em direção à comunidade para “pegar o pessoal que roubou combustível”, diz a matéria. O “roubo” se refere à intercepção de uma lancha de garimpeiros por indígenas yanomamis, dia 27 de abril, em que foram aprendidos 990 litros de combustível.

Junior Hekurari, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye´kuana (Considi-Y), disse à matéria que a comunidade acredita que o ataque é uma represália à barreira sanitária instalada no território, posicionada de forma a bloquear o tráfego de barcos em direção às zonas de garimpo. “Os Yanomami têm apreendido gasolina, quadriciclo, e impedido os garimpeiros de passar, por isso eles estão reagindo. Esse foi o terceiro ataque a tiros à comunidade em 15 dias, mas das outras vezes não houve feridos”, disse.

Fontes
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