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Garimpo também foi responsável pelo avanço da Covid-19 nas TIs

Crédito: Marcos Amend/Greenpeace

Garimpo na Terra Indígena Munduruku cresce 363% no governo Bolsonaro

Durante o governo Bolsonaro houve um aumento de 363% da área degrada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, segundo levantamento do Instituto Socioambiental (ISA), o. Entre janeiro de 2019 e maio de 2021, 2.264,8 hectares da TI foram devastados pela atividade ilegal na região, próxima do município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará.

Antonio Oviedo, assessor do ISA, atribui o aumento expressivo da destruição à conivência e estímulo do governo federal. “O aumento dos focos de garimpo está associado à diminuição na cobrança de multas pelo Ibama, disposição em acatar pleitos de abertura das Terras Indígenas para a mineração, atuação do Ibama no descumprimento da lei contra atividade madeireira ilegal, publicação de normativas que flexibilizam o licenciamento ambiental em TIs e alteram as regras de certificação de imóveis rurais em sobreposição com TIs, e outras tentativas formais de alteração do regime de proteção dos direitos indígenas”, declarou.

Em matéria d’O Globo sobre o estudo, o jornal apontou como o ministro Ricardo Salles interviu a favor dos garimpeiros que atuam na região.

Recentemente, as TIs Munduruku e Sai Cinza foram alvo da Operação Mundurukânia, deflagrada pela Polícia Federal em 25 de maio para combater o garimpo clandestino em terras indígenas. Após ataques sucessivos de garimpeiros da região de Jacareacanga (PA) às comunidades, em retaliação ao trabalho da PF, a operação, prevista para acontecer até 10 de junho, foi encerrada com três dias de duração. Conforme divulgado pelo UOL, o Ministério da Defesa cancelou apoio à operação sob a alegação de falta de recursos, segundo ofício enviado dia 21 de maio ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Fontes
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