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História de resistência de Karapiru foi retratada no filme “Serras da Desordem”, lançado em 2006

Crédito: Fiona Watson/Survival International

16 jul 21

Guerreiro Karapiru Awá Guajá, sobrevivente do massacre de seu povo, morre de Covid-19

Morreu, no dia 16 de julho no Maranhão, Karapiru Awá Guajá (“Gavião”) do povo indígena Awa. Descrito como um hábil caçador, gentil e carinhoso, Karapiru sobreviveu ao massacre de seu povo, que foi assassinado após a descoberta de jazidas de ferro em seu território ancestral. Os invasores mataram sua esposa, filho, filha, mãe, irmãos e irmãs.

Karapiru, então, viveu por 10 anos na floresta sozinho. Anos depois, após se abrigar numa fazenda, a Funai trouxe um intérprete para tentar comunicação com ele. Xiramukû, o tradutor, era seu filho que havia sobrevivido. Sua vida foi retratada no premiado filme, “Serras da Desordem”, de Andrea Tonacci.

Até o fim dos dias, Karapiru viveu na comunidade Awá de Tiracambu. Se casou novamente e ensinava com seu profundo conhecimento da floresta. Ele também sempre que possível se unia à protestos contra o avanço do extrativismo predatório sobre terras indígenas. Ele faleceu após contrair uma infecção de Covid-19.

Fontes
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