26 ago 21
Pela quarta vez, STF adia julgamento do marco temporal; mobilização indígena continua
Previsto para 26 de agosto, o Supremo Tribunal Federal adiou o julgamento do marco temporal para 1 de setembro, data garantida pelo presidente da Corte, Luiz Fux. A apreciação irá analisar o Recurso Extraordinário 1017365, sobre a ação de reintegração de posse da Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ, movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, que tem a “tese” do marco temporal como premissa e irá orientar o futuro das demarcações de terras indígenas no Brasil.
Desde o dia 22 de agosto, mais de 6 mil indígenas de 176 povos estão mobilizados em Brasília no acampamento “Luta pela Vida” para acompanhar o julgamento e protestar contra a agenda anti-indígena do Congresso Nacional. Instalados ao lado da Esplanada dos Ministérios, trata-se da maior mobilização indígena em 30 anos, segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
Para a nova data do julgamento, cerca de mil lideranças permanecerão em Brasília, agora em frente à Fundação Nacional de Artes (Funarte), até o dia 2 de setembro.
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