7 out 21
Leilão de blocos de petróleo na costa brasileira tem baixa adesão por risco ambiental
Somente cinco das 92 áreas oferecidas para retirada de petróleo e gás natural na 17ª Rodada de blocos exploratórios da Agência Nacional de Petróleo (ANP) foram arrematadas, todas na Bacia de Santos, no litoral de São Paulo. Apesar do fracasso, o diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, classificou o pregão como “um sucesso”.
Desde seu anúncio, a 17ª rodada da ANP foi alvo de intensos protestos por parte de cientistas, ambientalistas e governos estaduais, pois 14 das áreas ofertadas estão próximas dos santuários marinhos de Fernando de Noronha (PE) e Atol das Rocas (RN), vitais para o ecossistema de recifes do Brasil, afirmam especialistas. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) considerou, via nota técnica, “temerária” a inclusão da região da Bacia do Potiguar (RN) no leilão.
A ameaça ambiental foi apontada como um dos motivos da baixa adesão. “A melhor definição desse leilão é risco elevado: risco de descoberta, risco logístico, risco ambiental” afirmou Magda Chambriard, ex-diretora-geral da ANP, à Folha de S. Paulo.
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