30 nov 21
Indígenas sob ataque: novembro escancara estado de violência contra povos originários
Enquanto o mundo olhava para a COP26, o mês de novembro foi marcado por uma sucessão de violências contra indígenas ao redor do Brasil, como a negação de atendimento à saúde, ativistas que sofreram invasão domiciliar e até prisões políticas. Compilamos alguma aqui:
Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, denunciou a omissão do governo frente ao avanço do garimpo na TI Yanomami, em Roraima, acompanhando uma grave crise sanitária.
Ainda, foi noticiado que a Funai proibiu pesquisadores da FioCruz de realizar um estudo sobre o impacto da mineração ilegal no território yamomami.
Após participação na COP26, as ativistas Alessandra Munduruku e Txaí Suruí foram alvo de ataques políticos. Mundukuru teve sua cada invadida em Santarém, Sudoeste do Pará, e Txaí, única indígena a discursar na abertura do evento, denunciou nas redes sociais o recebimento de mensagens racistas e de ódio.
No Maranhão, 16 indígenas do povo Akroá Gamella foram presos após protestos contra obras de linhas de transmissão da empresa Equatorial Energia na Terra Indígena Taquaritiua.
No Rio Grande do Sul, após ameaças, a comunidade Pindó Mirim, na Terra Indígena Itapuã, teve sua Casa de Reza destruída em um incêndio criminoso, denunciam lideranças Mbya Guarani.
22 nov 21
COP26: Brasil segue alvo de desconfiança por doadores do Fundo Amazônia