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Garimpo na Terra Indígena Yanomami, em Roraima

Crédito: Bruno Kelly/Amazônia Real

30 nov 21

Indígenas sob ataque: novembro escancara estado de violência contra povos originários

Enquanto o mundo olhava para a COP26, o mês de novembro foi marcado por uma sucessão de violências contra indígenas ao redor do Brasil, como a negação de atendimento à saúde, ativistas que sofreram invasão domiciliar e até prisões políticas. Compilamos alguma aqui:

Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, denunciou a omissão do governo frente ao avanço do garimpo na TI Yanomami, em Roraima, acompanhando uma grave crise sanitária.

No dia 17, uma criança de três anos morreu por falta de atendimento do Distrito Sanitário Yanomami (Dsei-Y), afirmam lideranças.

Ainda, foi noticiado que a Funai proibiu pesquisadores da FioCruz de realizar um estudo sobre o impacto da mineração ilegal no território yamomami.

Após participação na COP26, as ativistas Alessandra Munduruku e Txaí Suruí foram alvo de ataques políticos. Mundukuru teve sua cada invadida em Santarém, Sudoeste do Pará, e Txaí, única indígena a discursar na abertura do evento, denunciou nas redes sociais o recebimento de mensagens racistas e de ódio.

No Maranhão, 16 indígenas do povo Akroá Gamella foram presos após protestos contra obras de linhas de transmissão da empresa Equatorial Energia na Terra Indígena Taquaritiua.

No Rio Grande do Sul, após ameaças, a comunidade Pindó Mirim, na Terra Indígena Itapuã, teve sua Casa de Reza destruída em um incêndio criminoso, denunciam lideranças Mbya Guarani.

Fontes
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