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Em 2019, incêndios criminosos foram orquestrados por fazendeiros locais em apoio ao recém-presidente Bolsonaro

Crédito: Fernando Martinho/Repórter Brasil

No Pará, mais de dois anos após “Dia do Fogo”, áreas queimadas abrigam campos de soja

Entre 10 e 11 de agosto de 2019, proprietários rurais do sudoeste do Pará se mobilizaram para atear fogo em áreas da floresta amazônica no episódio que ficou conhecido como “Dia do Fogo”. No período, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou 1.457 focos de calor no estado, um aumento de 1.923% em comparação ao ano anterior.

Mais de dois anos depois, a Repórter Brasil revelou que a área queimada hoje abriga campos de plantação de soja. A agência fez um levantamento inédito cruzando as coordenadas dos locais onde flagrou as plantações com os dados de alertas de incêndio dos satélites da Nasa na época.

Uma das principais áreas afetadas pelo fogo, o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa, assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), também foi invadido pela monocultura, ainda que esse tipo de cultivo contrarie a finalidade dessa modalidade de reforma agrária, destinada à subsistência das famílias assentadas.

Fontes
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