28 fev 22
Amazônia e Nordeste são altamente vulneráveis às mudanças climáticas, indica segunda parte de relatório do IPCC
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC) divulgou a segunda parte de seu 6º relatório, com foco nos impactos e soluções para conter as mudanças climáticas. A primeira parte, lançada em agosto de 2021, destacou o impacto da ação humana no sistema climático da Terra.
A partir da leitura do documento, entrevistas com os e consulta de organizações ambientais, o portal O Eco fez um complicado sobre os principais impactos esperados para o Brasil. Caso os níveis de emissões de gases de efeito estufa se mantenham altos, a região Nordeste pode ter uma redução de chuvas de até 22%, se tornando uma região semidesértica, e “as secas na região amazônica associadas ao desmatamento e queimadas, poderão transformar a floresta úmida em regiões de savana”, indica a matéria. Entre os outros impactos da mudança do clima para o Brasil estão ondas de calor letais, enchentes e prejuízos na agricultura.
“O Brasil não está se adaptando às mudanças climáticas. Tem o Plano Nacional de Adaptação, mas ele não saiu do papel ainda. Veja a questão de reflorestamento de encostas, que é uma técnica de adaptação evitando eventos climáticos extremos, se tivesse ocorrido em Petrópolis, não teríamos tido esse desastre que a gente viu. Todo mecanismo de adaptação climática que não leva em conta o funcionamento dos ecossistemas, obviamente está fadado ao fracasso”, disse Paulo Artaxo, um dos pesquisadores envolvidos no relatório.
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